A história dos Google Pixel

Escrito por Pedro
31 de Agosto, 2025

A viagem dos Google Pixel é daquelas histórias que dá gosto contar a quem liga minimamente aos smartphones. Tudo começou em 2016, quando a Google decidiu virar a página dos Nexus e criar, do zero, aquele que seria o telemóvel “à Google”. Ao contrário dos Nexus, feitos em parceria com várias marcas, os Pixel são mesmo tralha deles — desde o design, ao que vem lá dentro e àquela atenção toda ao software que conquista quem é fã de Android puro.
2016 – Pixel e Pixel XL
Em 2016, a Google decidiu acabar com a cena dos Nexus e lançou os Pixel, assumindo finalmente as rédeas do processo todo, do design ao fabrico. Os primeiros Pixel foram logo um statement: queriam mostrar ao mundo o que devia ser um Android rápido e limpo. A câmara, apesar de ter só uma lente, surpreendeu tudo e todos pelo detalhe e qualidade das fotos, graças ao tal HDR+ que passou a ser lendário. Ah, e a cereja no topo do bolo: veio com o Google Assistant pela primeira vez, e quem tinha um Pixel tinha armazenagem ilimitada para fotos no Google Fotos. Era mesmo para impressionar!
2017 – Pixel 2 e Pixel 2 XL
Chegando ao ano seguinte, foi com o Pixel 2 e o 2 XL que toda a gente percebeu que a Google estava mesmo obcecada com fotografia. O Modo Retrato só com uma câmara dava uma coça a muitos telemóveis com sistemas duplos. Além disso, trouxeram o famoso chip Pixel Visual Core para processar imagens numa velocidade absurda e o “Active Edge”, que permitia chamar logo o Google Assistant só ao apertar as laterais!
2018 – Pixel 3 e Pixel 3 XL
2018 foi o ano do Pixel 3 e 3 XL, aquele do notch gigante e polémico no topo do ecrã. Mas para quem gosta de fotos, o que importou mesmo foi a chegada do modo Night Sight — tirar fotos decentes à noite, mesmo sem flash, tornou-se uma realidade. E ainda havia aquele Top Shot, que escolhia automaticamente o melhor momento da foto. Também havia carregamento sem fios e as selfies ficaram top com câmara dupla à frente.
2019 – Pixel 4, Pixel 4 XL e Série A
Com o Pixel 4 e o 4 XL, a Google arriscou num sensor de radar chamado Soli, que permitia controlar o telemóvel com gestos no ar, além do desbloqueio facial super rápido. O drama foi mesmo a bateria, que ficou atrás da concorrência. Mas nesse ano saiu também o Pixel 3a e 3a XL, uma jogada de mestre para levar a qualidade Pixel — especialmente da câmara — a pessoas que não queriam gastar tanto dinheiro.
2020 – Pixel 5 e 4a
2020 foi o tal ano em que a Google decidiu voltar ao básico: o Pixel 5 era mais acessível, deixaram de vez de tentar ganhar “na força bruta” e focaram-se no que faziam bem — câmaras e software fluido. O Snapdragon 765G não era o mais potente, mas garantia 5G e autonomia decente. O 4a e o 4a 5G receberam muitos elogios: telemóveis de gama média que davam luta a muitos topos de gama por aí.
2021 – Pixel 6 e Pixel 6 Pro
2021 marcou outra reviravolta: a Google pôs o seu processador feito por eles, o Google Tensor, dentro dos novos Pixel 6 e 6 Pro. Aqui a aposta era total na inteligência artificial, com funções como tradução em tempo real, o Magic Eraser para apagar coisas das fotos e truques de software que mais ninguém tinha. O design mudou tudo: aquela barra da câmara ficou mesmo o ADN dos Pixel.
2022 – Pixel 7 e Pixel 7 Pro
No ano seguinte, veio a evolução lógica: os Pixel 7 e 7 Pro continuaram o caminho do Tensor (já na versão G2), com ainda mais aposta na IA, câmaras melhores, modo “desfocar foto” para corrigir imagens tremidas e segurança reforçada. Os acabamentos ficaram mais polidos e o design da barra de câmara ficou mais elegante.
2023 – Pixel 8, Pixel 8 Pro e Pixel Fold
Em 2023, foi a vez dos Pixel 8, 8 Pro e do novo Pixel Fold, o primeiro dobrável da Google. O Pixel 8 Pro trouxe “Pro Controls” para quem quer brincar aos fotógrafos profissionais. O Best Take revolucionou as fotos de grupo — junta logo todas as caras melhores numa só imagem. E ainda lançaram o Audio Magic Eraser, que tira barulhos chatos dos vídeos. A promessa ficou: sete anos de updates diretos da Google.
2024 – Pixel 9, Pixel 9 Pro, Pixel 9 Pro XL e Pixel 9 Pro Fold
Em 2024, a Google decidiu mesmo puxar pelo ecossistema Pixel ao lançar quatro modelos: o Pixel 9, Pixel 9 Pro, 9 Pro XL e até um Pixel 9 Pro Fold, o dobrável do grupo. Os quatro surgiram com um design renovado, umas linhas mais direitas e um módulo das câmaras ainda mais saliente e “sólido”.
A cena da inteligência artificial foi claramente o prato forte. Os novos Pixel 9 têm integração total com o Gemini Live (uma espécie de ChatGPT “made by Google”), oferecem funções de criação de imagens com o Pixel Studio e até organizam capturas de ecrã através da própria IA. No mundo das fotos, a funcionalidade ‘Adiciona-me’ finalmente resolveu o clássico problema do fotógrafo nunca aparecer: a IA consegue colocar quem estava a tirar a foto… na própria foto!.
A nível de hardware, todos vêm com ecrãs maiores e mais brilhantes, com os modelos Pro a chegarem aos 3000 nits, e muita potência graças ao processador Google Tensor G4. A aposta voltou às câmaras de 50 MP, upgrades mega relevantes na ultrawide e na teleobjetiva, além de um sensor frontal reforçado (42 MP nos Pro). O Pixel 9 Pro e Pro XL distinguem-se ainda pelo ecrã LTPO de 120 Hz e bateria bem generosa, tal como no ano anterior – com autonomia para mais de um dia à vontade.
2025 – Pixel 10, Pixel 10 Pro, Pixel 10 Pro XL (e Pixel 10 Fold nalguns países)
Em 2025, a linha Pixel foi atualizada novamente, mantendo quatro modelos principais — mas o novo dobrável, o Pixel 10 Fold, só foi lançado em alguns países europeus. O destaque do ano foi a inteligência artificial Gemini ainda mais integrada, agora a falar português sem problemas, e com um assistente de câmara que sugere, em tempo real, enquadramentos, ângulos ou luzes perfeitas para aquele clique fotográfico.
Em termos de hardware, os três modelos principais (10, 10 Pro, 10 Pro XL) partilham o novo processador G5, 34% mais rápido que o anterior, preparado para IA ainda mais avançada e para a vida multitarefa de 2025. Os ecrãs agora contam com tecnologia Super Actua, com até 3300 nits de brilho no topo de gama, maior fluidez e melhor visibilidade ao sol. Todos os Pixel 10 ganharam finalmente teleobjetiva (zoom ótico 5x), mas nos Pro a experiência é ainda mais impressionante, com zoom até 100x e gravação de vídeo 8K. Para quem tira muitas fotos, os novos modos Pro Res Zoom e Video Boost são autênticas ferramentas de produção profissional… tudo num telemóvel.
As melhorias de 2024 e 2025 mostram que a Google não quer perder o comboio da IA, apostando cada vez mais em recursos que tornam o Pixel uma extensão das ações do utilizador — seja para fotografar, editar, organizar ficheiros ou interagir por voz.