Nasce uma nova AI desta vez a Opera Neon

Escrito por Pedro
30 de Setembro, 2025

O Opera Neon é o novo browser da Opera pensado mesmo para quem depende de inteligência artificial todos os dias — mas atenção, o preço é salgado: são $19,90 por mês, numa modalidade por subscrição, algo que já diz ao que vem. Ele não é apenas mais um browser com chat de IA: a proposta é ser um assistente digital que age por ti, completando tarefas, navegando na web, criando códigos, organizando projetos e até executando workspaces interativos chamados Tasks.
A experiência é dividida em três funções principais: Chat (um chatbot integrado mais avançado, para tirar dúvidas e analisar páginas rapidamente), Do (onde entra em ação o chamado Browser Operator — um agente que preenche formulários, faz reservas, navega em sites e completa tarefas complexas localmente, tudo em nome do utilizador e sem dependência da cloud) e Make (o modo mais ambicioso, que transforma prompts de texto em resultados concretos, como criar websites, gerar código, jogos ou relatórios completos). O Opera explica que para criações realmente pesadas, o Neon usa uma máquina virtual na nuvem — ou seja, podes deixar o browser “a trabalhar” nas tuas tarefas mesmo offline, em multitarefa, a um nível muito além do básico. Isto transforma a relação com o browser: não és só tu a pesquisar, agora tens um agente IA a trabalhar por ti, de forma local, proativa e customizável.
Na comparação com os rivais, o Opera Neon aposta numa IA verdadeiramente agente, enquanto Chrome Gemini, Edge Copilot, Brave Leo ou browsers experimentais como Dia e Comet ficam mais pelo assistente ou copiloto na nuvem. O Opera Neon tem automação avançada (faz tarefas mesmo sem supervisão humana, em multiworkflows, e permite personalizar prompts tipo atalhos inteligentes), além de uma preocupação superior com a privacidade — funções-chave correm localmente, sem expor tantos dados. Chrome Gemini e Edge Copilot são gratuitos e chegaram primeiro, têm integração nativa (Google e Microsoft), IA para sugestões e resumos rápidos, mas são menos especialistas em automação e projetos complexos. O Brave Leo é bom para privacidade e bloqueio de anúncios, mas não oferece workflows nem criação pesada. Browsers experimentais como Dia e Comet inovam nos “skills AI” e automação personalizada, mas ainda estão em fases beta. No fundo, o Neon chega como premium pago para quem quer automação autónoma, privacidade local e workflows avançados — ideal para criadores, gestores de projetos e quem precisa de múltiplos agentes IA a trabalhar em paralelo. Já quem só quer resumos de páginas, sugestões rápidas e suporte básico, faz tudo isso de borla nos rivais consagrados.
O Opera Neon é o salto de navegação com IA casual para uma experiência 100% proativa, autónoma e multiagente. Não é barato, mas promete um browser que trabalha mesmo para ti, executando desde as tarefas mais chatas até criações pesadas e personalizadas. A dúvida é saber se a maioria dos utilizadores vai mesmo precisar (e justificar) pagar €20/mês — especialmente quando tanta coisa já é grátis nos rivais. A lista de espera já está aberta, mas só alguns terão acesso inicial.