Quem é Tilly Norwood?

Escrito por Pedro
3 de Outubro, 2025

Tilly Norwood é uma “atriz” criada completamente por Inteligência Artificial (IA). Em vez de ser uma pessoa real, ela é um personagem digital gerado por computadores usando tecnologias avançadas na área de IA para simular aparência, expressões faciais e até voz. A responsável pela Tilly é a atriz e programadora holandesa Eline Van der Velden, que quer fazer dela uma estrela de cinema tal como Natalie Portman ou Scarlett Johansson – só que sem ser humana.
O que é IA e porque isto é tão importante?
IA, ou Inteligência Artificial, refere-se a sistemas de computador que conseguem realizar tarefas normalmente feitas por humanos, como entender imagens, falar, até criar arte ou música. No caso da Tilly Norwood, a IA foi usada para criar uma “pessoa” digital que parece real, fala e atua.
Quem são os atores e sindicatos que estão preocupados?
- Toni Collette e Emily Blunt são atores reais muito conhecidos que mostraram nas redes sociais que estão preocupados ou assustados com o avanço destas tecnologias.
- Mara Wilson é uma antiga atriz infantil dos anos 90 que também criticou a ideia, dizendo que usar rostos ou vozes reais sem permissão para treinar IA é errado.
- SAG-AFTRA é a sigla para Screen Actors Guild – American Federation of Television and Radio Artists. É o sindicato americano que representa atores, dubladores e outros profissionais da televisão e rádio. Eles defendem direitos dos atores humanos e alertam para o risco de a IA roubar trabalhos legítimos.
Porque é que isto está a fazer “correr tanta tinta”?
Porque com IA, podes criar atores que não precisam de salário, descanso ou até personalidade. Isto pode mudar completamente a indústria do cinema e da televisão, para melhor ou pior. Por um lado é super inovador e permite criar conteúdos incríveis de forma rápida. Por outro, pode tirar trabalho a atores reais, artistas e técnicos, além de levantar questões éticas – como usar rostos reais para “ensinar” a IA sem consentimento.
Eline Van der Velden explica que vê a Tilly mais como uma ferramenta criativa, quase uma obra de arte digital. Para ela, o mais importante é a história e a experiência do público — não se interessa tanto que a “atriz” seja humana.