Flops da Google: Google Glass, Google+ e os Maior Fracassos da Gigante Tech

Escrito por Pedro
15 de Outubro, 2025

A Google é uma das empresas mais inovadoras do mundo, uma verdadeira fábrica de novidades digitais que revolucionou a forma como usamos a internet. Mas, como toda grande criadora, também tem os seus momentos menos felizes — os famigerados flops. São produtos lançados com pompa e circunstância que, por uma razão ou outra, não conseguiram conquistar o público, acabando descontinuados ou desaparecidos do mapa. E acreditem, a lista é longa! Preparem-se para uma viagem pelos passados tecnológicos que não saíram como esperado, mas que continuam a dar que falar (e às vezes a provocar alguma nostalgia).
Vamos começar com o talvez mais conhecido: o Google Glass. Nasceu no laboratório secreto do Google, o Project Glass, prometendo uma revolução ao trazer realidade aumentada num par de óculos futuristas, sempre conectados à internet, capazes de filmar o que vias e exibir informações no teu campo de visão. Foi apresentado em 2012 e lançado a público em 2013, mas a receção não foi o que se esperava. Quem queria ser filmado o dia todo? O preço também assustava — cerca de 1500 dólares — e o design, apesar de visionário, não agradava ao público geral. Em 2017, a Google tentou reposicionar o Glass para uso empresarial, mas em 2023 o produto foi oficialmente encerrado para consumidor final, ficando como um marco de ideia genial, mas prematura.

Outra tentativa malfadada foi o Google Wave, uma verdadeira esperança para o futuro das comunicações online. Lançado em 2009, pretendia unir email, chat, rede social e colaboração em documentos numa única plataforma dinâmica e integrada. A ideia era tão ambiciosa quanto complexa, e infelizmente o utilizador comum teve dificuldade em compreender a proposta – muito menos a adotar. A interface cheia de recursos causava confusão, o que levou o Google a cancelar o projeto em 2010, deixando apenas um legado de inovação sem adoção massiva.

E quem não se lembra do Google+? Surgiu em 2011 como a resposta à hegemonia do Facebook no mundo das redes sociais. Trouxe algumas ideias inovadoras, como os “Círculos”, que permitiam partilhar conteúdos de forma segmentada com diferentes grupos. No entanto, a competição era dura, e o público nunca se sentiu verdadeiramente cativado. Após vários anos de luta e pouca adesão, o Google+ foi encerrado para contas pessoais em 2019, marcando mais uma tentativa frustrada da Google no mundo social.

No universo dos vídeos, o Google também tentou a sua sorte com o YouTube Gaming, uma plataforma dedicada ao streaming de jogos e conteúdos de videojogos, lançada em 2015 para concorrer com o Twitch. A ideia era boa, mas a luta com a plataforma já estabelecida era desleal e, em 2019, o Google decidiu integrar o conteúdo de gaming diretamente no YouTube principal, encerrando a plataforma dedicada.

O Google Nexus Q é outro caso curioso. Lançado em 2012, o Nexus Q tinha ambições de ser o centro multimédia doméstico perfeito — conectava dispositivos Android, transmitia música e vídeo via streaming, tudo com um design moderno e futurista. O problema? Custava muito e fazia pouco comparado com outros dispositivos na altura. Menos de um ano depois, a Google baixou as portas, deixando o Nexus Q como um produto bonitinho, mas inútil para o consumidor.

Não podemos deixar de falar do Inbox by Gmail, lançado em 2014 como uma tentativa de reinventar o email, oferecendo uma interface simplificada e funcionalidades como a organização por tópicos e lembretes automatizados. Apesar de ter fãs dedicados, nunca conseguiu o suficiente para substituir o Gmail tradicional e foi encerrado em 2019.

Por último, o Google TV (não confundir com o sistema atual de 2020) foi uma plataforma lançada em 2010 que tentava fundir televisão tradicional com conteúdos da internet num só dispositivo. Apesar da boa intenção, não conseguiu captar o público, principalmente por causa da concorrência de plataformas mais intuitivas, e acabou eliminada.

Apesar destes fracassos, a Google continua a ser uma gigante da tecnologia, sempre a aprender com os seus erros para criar novas soluções. Afinal, inovar é também arriscar, e nem todos os riscos dão certo. Se há coisa que sabemos, é que a empresa da “Big G” não fica parada — está sempre a tentar algo novo, seja com sucesso ou com falhanços que, no fundo, também fazem parte da sua história.