iPhone 17 Pro Cosmic Orange: O estranho fenómeno da descoloração para rosa que está a gerar polémica

Escrito por Pedro
18 de Outubro, 2025

O iPhone 17 Pro tem sido um sucesso de vendas desde o seu lançamento, especialmente por causa da nova cor “Cosmic Orange”, apresentada pela Apple como uma das tonalidades mais vibrantes e exclusivas de sempre. Mas agora, essa mesma cor está a gerar polémica — e por razões pouco agradáveis. Vários utilizadores começaram a relatar um problema estranho: o iPhone 17 Pro e o 17 Pro Max na cor laranja estão gradualmente a mudar de cor, assumindo um tom rosado nas laterais metálicas.
O primeiro caso conhecido foi publicado no Reddit pelo utilizador “DakAttack316”, que mostrou imagens do seu iPhone 17 Pro Max a exibir uma tonalidade “rosa dourado” nas bordas do dispositivo. O post rapidamente se espalhou pelas redes, com milhares de votos e comentários curiosos ou cépticos. O utilizador garantiu que as fotos não eram manipuladas e que o processo de mudança de cor aconteceu de forma espontânea, sem qualquer produto químico ou dano visível.
Segundo o relato, o fenómeno começou de forma subtil: um leve tom dourado nas laterais de alumínio, que evoluiu ao longo dos dias até assumir um rosa evidente. Curiosamente, a traseira em vidro e as áreas mais protegidas do design mantiveram o laranja original, o que sugere que o problema afeta apenas partes metálicas do corpo do iPhone.
A principal explicação apontada até agora é a oxidação do alumínio. A Apple regressou a este material na estrutura dos modelos Pro depois do breve uso de titânio no iPhone 16 Pro. Apesar de o alumínio anodizado ser resistente a desgaste e mudanças químicas, um erro mínimo na camada de vedação pode permitir reações com o ar, humidade ou até suor das mãos, alterando o pigmento.
Há também quem sugira a hipótese de exposição prolongada aos raios UV, o que poderia degradar a tinta sob certas condições de calor e humidade. No entanto, a ausência de relatos semelhantes em outras cores, como o azul e o prateado, faz com que esta teoria pareça menos provável. Outros comentadores, mais cínicos, até brincaram dizendo que “o iPhone ganhou uma pátina de artista”, ou que “é a Apple a testar uma nova edição rosa secreta”.
O curioso é que o problema, embora visualmente evidente, não parece afetar o desempenho, resistência ou estrutura do equipamento. Ou seja, o iPhone continua a funcionar perfeitamente — apenas exibe uma aparência parcialmente distinta da cor original. O resultado é um efeito de “dois tons”, onde a moldura em alumínio fica com um rosa metálico enquanto o painel traseiro mantém o laranja cósmico.
Alguns acham o efeito bonito, outros consideram-no dececionante, principalmente quem escolheu o aparelho pela cor exclusiva. Há relatos de utilizadores que pretendem dirigir-se à Apple Store para tentar uma substituição de unidade, embora a empresa ainda não tenha feito qualquer declaração oficial sobre o caso.
Não seria a primeira vez que um produto da Apple enfrenta controvérsias após o lançamento. Do famoso “Bendgate” do iPhone 6 às queixas do iPhone 14 Pro sobre arranhões e desgaste prematuro, pequenas falhas pontuais costumam gerar grande buzz online. Parte da explicação está na imensa visibilidade que as redes sociais e fóruns como Reddit ou X (antigo Twitter) dão a casos isolados. Mesmo que apenas um punhado de dispositivos seja afetado, o impacto mediático é enorme.
Convém notar que o iPhone 17 Pro é o primeiro modelo da linha Pro recente a adotar uma estrutura unibody em alumínio. A mudança teve o propósito de reduzir o peso e melhorar a dissipação de calor, mantendo a resistência e aparência premium. Contudo, o alumínio é, por natureza, mais reativo ao ambiente do que o titânio, o que pode explicar esta vulnerabilidade em certas cores específicas.
A anodização — processo eletroquímico que confere cor e proteção ao metal — é em geral altamente fiável, mas depende de parâmetros de pH, temperatura e voltagem exatos. Uma alteração mínima pode afetar a incorporação do pigmento “Cosmic Orange”, que contém uma combinação complexa de partículas metálicas para refletir tons diferentes conforme a luz.
Assim, mesmo que apenas algumas unidades exibam a mutação para rosa, o efeito pode ocorrer rapidamente se a camada de anodização estiver ligeiramente mais porosa. É o suficiente para permitir que oxigénio e humidade reajam com o alumínio base, alterando a aparência em questão de dias.
Nos fóruns e redes sociais, as reações foram mistas. Alguns admitiram que o novo tom “Rose Gold acidental” até lhes agrada, outros ironizaram, dizendo que “é uma forma grátis de personalizar o iPhone”. Um comentário no Reddit dizia: “Se queres um iPhone rosa, compra o laranja Cosmic e deixa-o ao sol durante uma semana.” Ainda que em tom de brincadeira, esses comentários mostram como o caso viralizou e ganhou vida própria.
O tópico original teve milhares de interações e alimentou dezenas de threads com comparações de fotos. A maioria, contudo, concorda que se trata de um defeito isolado, já que não há até ao momento indícios de que o problema afete todos os modelos ou regiões.
A Apple ainda não se pronunciou sobre a questão. Tradicionalmente, a empresa só reage quando há volume significativo de reclamações que indiquem um problema sistémico. Até agora, não existem recalls, nem comunicados oficiais sobre o “desbotamento”. Mesmo assim, alguns técnicos de lojas autorizadas já indicaram, informalmente, que recomendações podem incluir troca de unidade sob garantia, caso seja confirmada falha de fabricação.
Enquanto isso, o público continua dividido entre ver o caso como curiosidade tecnológica ou sinal de descuido de qualidade. A verdade é que, mesmo com o potencial incidente, o iPhone 17 Pro mantém o seu estatuto de estrela de 2025, com desempenho de topo, câmaras Pro Fusion de 48 MP e design que, ao que tudo indica, continua a cativar milhões.
O suposto desbotamento do iPhone 17 Pro Cosmic Orange para rosa é uma história curiosa que mostra como pequenos detalhes podem gerar grandes discussões no mundo da tecnologia. Entre oxidação, falhas de anodização e humor online, o caso prova que até uma marca obcecada com detalhes como a Apple não está imune a surpresas. Por agora, resta esperar por mais evidências — ou pela cor “oficialmente” rosa que, quem sabe, até possa surgir na próxima atualização da linha.