NEO: O robô doméstico de 17 mil euros que (ainda) não veremos em Portugal

Escrito por Pedro
29 de Outubro, 2025

A 1X, startup de robótica e inteligência artificial, acaba de lançar aquele que pode ser o robô doméstico mais avançado e dispendioso do momento: o NEO. Com um preço a rondar os 17.000 €, este humanoide foi pensado para executar tarefas básicas e avançadas em casa, mas nem tudo é simples ou imediato.
O que é que o NEO faz de especial?
Com cerca de 1,60 metros e 30 kg, o NEO traz capacidades como abrir portas, buscar objetos ou acender as luzes através da app ou de comandos de voz. A IA é capaz de aprender novas tarefas, mas para isso precisa que operadores humanos o controlem remotamente — sim, alguém do outro lado do mundo pode ver a sua casa pelas câmaras do robô e guiá-lo em certos trabalhos.
A questão da privacidade continua em aberto
Ao comprar o NEO, o utilizador aceita que operadores humanos possam observar o interior da sua casa para ensinar o robô. Existem funções de proteção, como criar zonas proibidas e desfocar pessoas, mas a polémica da privacidade está longe de ser resolvida. Só com este acesso direto é que a empresa consegue recolher os dados necessários para treinar a IA e evoluir as capacidades do NEO.
Quanto custa e como comprar?
O NEO está disponível mediante pré-reserva, com um valor total de cerca de 17 mil euros (valor convertido dos 20 mil dólares anunciados nos EUA). Embora a empresa ofereça opções de subscrição noutros países ($499/mês), este modelo ainda não chegou à Europa nem há previsão de data para comercialização em Portugal.
Portugal vai ter algum acesso?
Apesar do entusiasmo internacional, é altamente improvável que vejamos o NEO à venda em Portugal no futuro próximo. O investimento, a falta de suporte de serviço, questões legais e os próprios desafios de privacidade tornam pouco viável a comercialização direta deste robô cá. Para já, fica-se mesmo pela curiosidade e pelo sonho de, um dia, ter um robô destes a tratar das tarefas lá de casa.
O NEO representa um passo audacioso na robótica doméstica e na aplicação da inteligência artificial, mas Portugal terá de esperar (muito) até ver esta tecnologia a funcionar nas nossas casas.