Star Trek renascido no cinema: Nova aventura, novos criadores e nostalgia para toda uma geração

Pedro

Escrito por Pedro

16 de Novembro, 2025

U.S.S.-Kelvin star trek

Se há um universo que me acompanha desde miúdo, é o da Star Trek. Em Portugal, tal como noutros países europeus, cresci a ver as naves da Federação a cruzar galáxias, a ouvir o motor a “zumbir” de fundo e a esperar pelo próximo episódio ao sábados à tarde. Agora, décadas depois, há boas notícias para todos os fãs nostálgicos (e não só): está oficialmente em marcha um novo filme Star Trek, liderado pela equipa que nos trouxe o hilariante e divertido Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves. Este anúncio é, sem dúvidas, uma das notícias mais promissoras do ano para quem nunca deixou de sonhar com mundos longínquos, aventura, ciência e aquele sentido de união entre exploradores.

O que sabemos sobre o novo Star Trek?

A Paramount decidiu apostar numa narrativa totalmente nova, sem continuidade ou ligação directa ao elenco tradicional (Chris Pine, Zoe Salanda, Zachary Quinto) ou a anteriores projetos, seja em televisão ou cinema. Os realizadores e argumentistas serão Jonathan Goldstein e John Francis Daley, os mesmos que conseguiram, há pouco tempo, transformar um universo tão “geek” como Dungeons & Dragons num sucesso inesperado, tanto em crítica como nas bilheteiras. Para além disso, são conhecidos por misturar humor, nostalgia e cultura pop de forma leve e inteligente, como vimos também em Game Night ou Spider-Man: Homecoming.​

O novo filme Star Trek vai, aparentemente, apresentar personagens e histórias completamente inéditas, oferecendo uma lufada de ar fresco a uma franquia que há muito marca várias gerações com o seu tom optimista, inclusivo e inventivo. Haverá novos protagonistas, nova nave e, pelo que se sabe, um regresso à essência da exploração espacial e às questões filosóficas que sempre distinguiram Star Trek dos demais universos sci-fi.​

Para mim o que representa Star Trek?

Para quem, como eu, cresceu em Portugal nos anos 80 ou 90, Star Trek foi uma referência incontornável. Mais do que explosões ou acção: era sobre diplomacia, respeito pelas diferenças, curiosidade científica e a busca constante por respostas num cosmos infindável. Lembro-me de imitar os gestos do Spock ou de debater, com amigos, se “A Nova Geração” ultrapassava a série clássica. O regresso ao cinema, sobretudo com uma equipa que não tem medo de quebrar convenções e inovar, reacende esse espírito nostálgico – e promete pôr pais e filhos na mesma sala, a partilhar pipocas e teorias sobre o futuro da Federação.

A importância dos novos criadores

Jonathan Goldstein e John Francis Daley podem parecer escolha surpreendente, mas olhando ao enorme êxito que tiveram a revitalizar Dungeons & Dragons, faz todo o sentido. São mestres em equilibrar acção, humor e emoção, conseguindo agradar a fãs antigos e conquistar público novo. O Star Trek precisa, precisamente, dessa energia renovadora — sem perder o respeito pelo legado, claro.​

Este duo prepara-se para criar personagens de raiz, desafiar ideias feitas sobre exploração e diplomacia galáctica e, pelo que deixaram escapar em entrevistas, arriscar numa narrativa menos “heróica” e mais “humana”. A expectativa é enorme e sabe-se que o filme deve chegar aos cinemas em 2026, com lançamento internacional — incluindo Portugal e o resto da Europa — quase em simultâneo.

O que sabemos até ao momento sobre o novo filme?

  • Nova história, sem dependência de séries ou filmes anteriores.
  • Personagens completamente originais — uma oportunidade para a saga “renascer” junto de novas gerações.
  • Mistura de humor, acção e reflexão social, à imagem do trabalho feito em Dungeons & Dragons e Spider-Man.
  • Lançamento previsto para 2026, com estreia global e distribuição em Portugal confirmada pela Paramount.
  • Espera-se que seja o maior “reset” do universo Star Trek desde a série Discovery, mas agora em formato cinema.

Será que vou gostar?

Como fã old-school, só posso receber esta notícia com um sorriso. Star Trek é símbolo de esperança, debate e crescimento pessoal. Mais do que naves ou lasers, são os valores universais e o convite ao diálogo entre culturas, mundos e gerações que me marcaram, e que quero transmitir aos meus filhos. Este novo projeto parece honrar essa tradição, ao mesmo tempo que arrisca recomeçar de zero: o equilíbrio perfeito entre homenagem e inovação.

A saga Star Trek está pronta para recomeçar – sem depender do passado, mas sem esquecer fãs como eu, que cresceram agarrados a cada episódio e filme. O novo filme promete aventura, humor e profundidade, tudo com assinatura de uma das duplas criativas mais entusiasmantes de Hollywood. Fica atento: 2026 será, mais uma vez, o ano em que exploramos audaciosamente… onde nenhum fã jamais sonhou chegar.​

Autor

  • Amante de tecnologia no geral e de wearables. Viveu o melhor dos dois mundos, do analógico ao digital. A utilização da Apple mudou a sua perspectiva pela tecnologia contudo ainda vive em vários mundos, android, Apple, Windows e Linux.