Mercedes‑Benz GLB 2026 elétrico: autonomia até 631 km, 7 lugares e IA tipo ChatGPT a bordo

Escrito por Pedro
11 de Dezembro, 2025

O novo Mercedes‑Benz GLB 2026 chegou com vontade de baralhar o segmento dos SUV familiares: traz uma geração totalmente nova, estreia-se primeiro como 100% elétrico, oferece até 631 km de autonomia WLTP, pode ter até 7 lugares e vem carregado de tecnologia, incluindo integração com IA generativa ao estilo ChatGPT no sistema MBUX de última geração. E sim, já há preços em euros e já se sabe quando começa a ser vendido na Europa, incluindo Portugal.
Plataforma, versões e desempenho
A segunda geração do GLB assenta na nova plataforma MMA da Mercedes, a mesma do novo CLA, com arquitetura elétrica de 800 V, pensada de raiz para elétricos eficientes e carregamentos bem mais rápidos. Para já, a marca apresentou duas versões totalmente elétricas, ambas com a mesma bateria, mas com configurações de motor diferentes.
- GLB 250+ (EQ tech)
- GLB 350 4Matic (EQ tech)
Para um SUV de sete lugares, estes números são tudo menos tímidos, especialmente na versão 350 4Matic, que já brinca bem no território de desempenho desportivo para família apressada.
Bateria, autonomia e carregamento
O novo GLB elétrico usa uma bateria de 85 kWh, comum às duas versões, mas com diferenças na autonomia devido à configuração de motores. É aqui que este modelo começa mesmo a destacar‑se.
- GLB 250+
- GLB 350 4Matic
Mais de 600 km WLTP num SUV de 7 lugares coloca o GLB elétrico num patamar muito competitivo face a outros elétricos familiares no mercado europeu, o que é particularmente relevante para quem faz muita autoestrada em Portugal ou viagens para Espanha/França sem querer andar sempre agarrado a carregadores.
Design exterior: agressivo, moderno e muito “Mercedes”
Visualmente, o novo GLB aparece com um look mais agressivo, mas ainda claramente reconhecível como um Mercedes moderno. A frente bebe inspiração do novo CLA, com muita personalidade luminosa e detalhes futuristas.
Destaques de design:
- Faróis com assinatura luminosa em forma de estrela de três pontas, ligados por uma barra luminosa fina, a toda a largura dianteira.
- A tradicional grelha dá lugar a um painel em plástico preto brilhante, com o logótipo bem destacado ao centro, algo típico dos elétricos da marca.
- Na traseira, as lanternas interligadas estendem‑se de lado a lado, reforçando a sensação de largura e modernidade.
No geral, o GLB 2026 tem aquele equilíbrio entre “SUV familiar” e “nave tecnológica” que a Mercedes tem seguido na sua linha elétrica, sem cair no exagero, mas também sem parecer mais um SUV genérico.
Interior: 5 ou 7 lugares, superscreen e IA generativa
Por dentro, o GLB é onde se nota mesmo a mudança de geração. Continua a poder ser configurado com cinco ou sete lugares, mas o ambiente é totalmente novo, centrado no sistema MBUX Superscreen.
Segundo os dados já revelados:
- O MBUX Superscreen é opcional e apresenta um layout flutuante que atravessa praticamente toda a largura do tablier.
- Combina um painel de instrumentos de 10,25’’ com dois ecrãs de 14’’, um voltado para o condutor e outro para o passageiro da frente.
- Há ainda funcionalidades modernas como carregamento sem fios para smartphones e teto panorâmico indicados como itens de série em alguns mercados.
Mas o mais interessante é a tecnologia por trás do sistema operativo.
MB.OS, MBUX de 4.ª geração e IA tipo ChatGPT
O novo GLB estreia o MB.OS, a nova base de software da Mercedes, combinado com a quarta geração do MBUX. Isto não é só um “Android Auto com skin bonita”; é um sistema pensado para ser mais inteligente, mais integrado e, sobretudo, cheio de IA generativa.
Entre as principais novidades:
- Novo conceito operativo com animações de boas‑vindas renovadas e interface “Zero Layer” (onde a informação relevante está sempre em camadas principais, sem andar perdido em menus).
- Integração com Google Maps para navegação, mais o sistema MBUX Surround Navigation 3D, que melhora visualmente a guiagem.
- Assistente Virtual MBUX com avatares emocionalmente responsivos e tecnologia de IA generativa, na prática um “chatbot automóvel” ao estilo ChatGPT, capaz de conversas mais naturais e contextualizadas durante a condução.
No mercado brasileiro, por exemplo, já foi destacado explicitamente que o GLB integra um chatbot baseado em ChatGPT, permitindo interações de linguagem natural para controlo de funções, perguntas, planeamento de viagens e mais. É de esperar que, na Europa, chegue uma experiência muito semelhante, ainda que sob a marca do Assistente MBUX com IA generativa.
Assistência à condução e hardware eletrónico
O MB.OS vem preparado para suportar os sistemas de assistência mais avançados da Mercedes nesta geração. O objetivo é que o GLB esteja pronto para funcionalidades atuais e futuras via atualizações over‑the‑air.
Hardware e sistemas em destaque:
- DISTRONIC (cruise control ativo) de série, com capacidades avançadas de assistência.
- Conjunto de oito câmaras, cinco radares e 12 sensores ultrassónicos, criando uma visão 360º detalhada do ambiente.
- Um computador de alto desempenho com refrigeração líquida, preparado para processar funções complexas e receber updates de software ao longo da vida do carro.
Na prática, isto coloca o GLB ao nível dos modelos mais recentes da marca em termos de condução semi‑autónoma e de preparação para funcionalidades futuras.
Espaço interior, bagageira e frunk
Como SUV familiar, o GLB tem de ser prático – e a Mercedes mexeu precisamente onde interessava: espaço e acessibilidade.
- A distância entre eixos cresceu 60 mm, o que se traduz em mais espaço nas segunda e terceira filas de bancos face ao modelo anterior.
- O acesso à terceira fila foi melhorado com maior abertura das portas traseiras e maior amplitude de ajuste dos bancos do meio.
- Bagageira com 480 litros na versão de sete lugares.
- 540 litros na configuração de cinco lugares.
- Na frente, existe ainda um “frunk” de 127 litros, ideal para cabos de carregamento, mochilas pequenas ou objetos que queiras manter mais à mão.
Para um SUV deste tipo, ter frunk e esta versatilidade de espaço dá‑lhe um argumento muito forte para famílias que precisam de um carro “faz‑tudo”, desde viagens longas a uso diário.
Preços, encomendas e disponibilidade na Europa
A boa notícia para nós, na Europa, é que o novo GLB elétrico não é só anúncio distante: já entrou em fase de encomendas nalguns mercados. Isso dá uma boa referência de preços em euros, que tendem a alinhar, com pequenas variações, entre países da zona euro.
Na Alemanha, os preços anunciados são:
- GLB 250+: a partir de 59.048 €.
- GLB 350 4MATIC: a partir de 62.178 €.
Tendo em conta que estes valores são para o mercado alemão (normalmente referência para a UE), é de esperar que em Portugal o preço base ronde valores semelhantes, com ligeiras variações devido a impostos específicos e configurações locais. Mas, em termos práticos, podemos dizer que o novo GLB elétrico se posiciona na casa dos 60 mil euros de entrada na Europa, mais uns milhares conforme extras e versão.
A Mercedes indica que o modelo já está disponível para encomenda na Alemanha, o que implica que o lançamento europeu está efetivamente em curso. Para Portugal, a prática habitual é que o modelo chegue ao configurador e aos concessionários num intervalo relativamente próximo (meses, não anos), dado tratar‑se de um produto de gama principal para a marca no segmento dos SUV familiares elétricos.
Futuro da gama: mais elétricos e híbridos a caminho
Apesar de a estrela do momento ser o GLB 100% elétrico, a Mercedes já confirmou que a gama será alargada com mais versões elétricas e variantes híbridas em breve. Isto indica que o GLB se vai manter como um modelo “ponte” entre quem quer eletrificação total e quem ainda prefere uma solução híbrida para determinadas condições de utilização.
- No curto prazo, foco nas versões elétricas GLB 250+ e GLB 350 4Matic.
- No médio prazo, entrada de novas variantes e híbridos para cobrir mais perfis de cliente.
Para o mercado europeu – e em particular Portugal – isto é relevante, porque nem toda a gente tem ainda facilidade plena de carregamento diário, e as versões híbridas podem ser mais apetecíveis para quem faz muitos quilómetros mistos ou vive em zonas com menos infraestruturas de carregamento rápido.







