Google desliga em 2026 a ferramenta gratuita que vigiava os teus dados na dark web

Pedro

Escrito por Pedro

16 de Dezembro, 2025

dark web reports

A Google vai desligar o seu sistema gratuito de relatórios de dark web no início de 2026, por isso quem usava essa ferramenta deixa de receber alertas sobre fugas de dados com o seu nome, email ou telefone. A empresa diz que vai apostar antes em ferramentas com passos de proteção mais claros e acionáveis.​

O que é que a Google vai acabar?

Estamos a falar da funcionalidade de “dark web reports” ligada à tua conta Google, que te avisava quando os teus dados pessoais apareciam em bases de dados expostas na dark web, geralmente após fugas de dados de serviços online. Inicialmente isto era exclusivo para subscritores do Google One, mas em meados de 2024 a Google tornou a ferramenta gratuita e acessível a todos.​

Quando ativavas o monitorização, o sistema vigiava combinações como nome, email e número de telemóvel, e enviava notificações sempre que apareciam associados a uma fuga de dados conhecida. Além disso, mostrava uma lista de “hits” com o serviço comprometido responsável pela fuga (por exemplo, uma loja online, rede social, etc.).​

Quando é que o serviço termina?

A retirada está calendarizada em duas fases bem claras:​

  • A 15 de janeiro de 2026, a Google deixa de monitorizar novos resultados na dark web para perfis de utilizador.
  • A 16 de fevereiro de 2026, o acesso ao relatório é removido da tua conta, ou seja, já não consegues ver o histórico dentro da ferramenta.​

Se quiseres, podes apagar já o teu perfil de monitorização indo à secção “results with your info” (resultados com os teus dados) na página oficial da ferramenta. Isto remove a configuração usada para procurar os teus dados.​

Porque é que a Google está a matar esta funcionalidade?

Na comunicação enviada por email, a Google diz que está a descontinuar os relatórios de dark web porque o feedback dos utilizadores indicou que a ferramenta “não fornecia próximos passos úteis”. Em termos simples: dizia-te “os teus dados apareceram aqui”, mas não explicava de forma clara o que devias fazer a seguir.​

A empresa afirma que prefere concentrar esforços em ferramentas que ofereçam passos concretos e acionáveis para proteger a conta e identidade digital. Embora não entre em grandes detalhes nesta nota específica, o foco deverá passar por integrações no Security Checkup, alertas contextuais e automatismos de proteção de conta, em vez de um relatório isolado de dark web.​

O que podes fazer em vez disso?

Mesmo sem este relatório da Google, há algumas boas práticas que podes seguir se estás preocupado com dados expostos:

  • Usar um gestor de palavras-passe com alertas de fugas de credenciais e reutilização de passwords.
  • Ativar autenticação de dois fatores (2FA) em todos os serviços sensíveis (email, bancos, redes sociais).
  • Mudar imediatamente passwords associadas a serviços que saibas terem sofrido fugas.
  • Evitar reutilizar a mesma password em vários sites.

Alguns serviços externos também oferecem monitorização de dados expostos, mas convém escolher soluções credíveis e ter atenção ao que lhes entregas em termos de informação pessoal.

Tutorial de como manteres a tua segurança online aqui.

Autor

  • Amante de tecnologia no geral e de wearables. Viveu o melhor dos dois mundos, do analógico ao digital. A utilização da Apple mudou a sua perspectiva pela tecnologia contudo ainda vive em vários mundos, android, Apple, Windows e Linux.