Google e IA em 2025: Gemini 3, Pesquisa com IA, Android 16 e muito mais num ano de loucura total

Escrito por Pedro
26 de Dezembro, 2025

2025 foi um ano absolutamente cheio para a Google em inteligência artificial: novos modelos Gemini, ferramentas criativas de vídeo, melhorias profundas na Pesquisa, Android, Chrome, Pixel, tradução e muito mais. A própria Google fez um recap com 60 anúncios de IA ao longo do ano, mostrando bem que o foco esteve em pôr a IA em quase todos os produtos.
Visão geral do ano
A Google descreve 2025 como um ano de “centenas de anúncios de IA”, dos quais destacou 60 como os mais importantes. A ideia central que atravessa todos os meses é simples: tornar a IA mais útil no dia a dia, desde procurar informação a criar vídeos, estudar, trabalhar ou interagir com o telemóvel.
Ao longo do ano, a empresa:
- Reforçou a família Gemini (incluindo Gemini 2.5 e 3, mais o Gemini 3 Flash).
- Espalhou IA por quase tudo: Pesquisa, Android, Chrome, Google TV, Pixel, Maps, Translate, ferramentas criativas e de produtividade.
- Lançou modelos e infraestruturas para developers, investigadores e criadores, do lado cliente e cloud.
Primeiros meses: Gemini por todo o lado
Logo em janeiro, a Google abriu o ano com uma vaga de novidades em torno do Gemini e da integração de IA em vários produtos: Android, Google TV e ferramentas de estudo e escrita como o NotebookLM. A mensagem é clara: IA para o utilizador comum, não só para developers.
Em fevereiro, Sundar Pichai sublinhou que a IA é “a mudança mais profunda das nossas vidas”, e o foco das novidades passou muito por:
- Ajudar pessoas a encontrar novos empregos com ferramentas de IA ligadas a pesquisa de oportunidades.
- Suportar cientistas com modelos que ajudam a gerar hipóteses e planos de investigação.
Ou seja, a IA não é só para brincar com imagens e texto – também aparece em coisas bem sérias como ciência e mercado de trabalho.
Primavera: Search com IA e novos modelos
Em março, apareceu um dos grandes marcos do ano: o AI Mode in Search. É uma camada de IA na Pesquisa Google que tenta responder a perguntas mais complexas, funcionando como um modo avançado que vai muito além das “dez ligações azuis” tradicionais.
Nesse mesmo período, surgiram dois upgrades importantes de modelos:
- Gemini 2.5, uma evolução dos modelos multimodais da Google, com mais capacidade de raciocínio e contexto.
- Gemma 3, um modelo mais leve e virado para a comunidade open source e developers, continuando a linha de modelos pequenos para correr localmente ou em ambientes mais controlados.
Também houve um empurrão grande em funcionalidades criativas e de colaboração com Gemini: geração de conteúdos, apoio a escrita, brainstorming e similares.
Infraestrutura e criatividade: TPUs e vídeo Veo 2
Em abril, a Google mexeu na base da infraestrutura de IA ao apresentar o Ironwood, a sua nova geração de TPU (Tensor Processing Unit). Isto interessa mais a quem treina grandes modelos, mas no fim beneficia qualquer pessoa que usa serviços Google, porque permite treinar e servir modelos mais potentes e eficientes.
Ao mesmo tempo, houve mais espaço para criatividade:
- A Google levou o Veo 2, o seu modelo de geração de vídeo, para mais produtos e experiências criativas.
- E partilhou novidades relacionadas com linguagem, tanto humana como até em contextos de investigação (o artigo menciona até trabalho com “linguagem de golfinhos”, o que mostra bem a variedade).
É aquele mix entre infra-estrutura hardcore e demos criativas que já é típico da Google nesta área.
Maio: Google I/O e avalanche de anúncios
Maio foi o mês do Google I/O 2025, o que significa anúncios atrás de anúncios. A empresa diz que nesse evento chegou a listar “100 coisas” novas só em I/O, muitas delas ligadas à IA e a Gemini.
Destaques do I/O:
- Explicação de como a Google quer tornar a IA mais “útil” com Gemini, em vez de ser apenas uma curiosidade tecnológica.
- Apresentação de uma ferramenta de cinema/realização com IA chamada Flow, pensada para ajudar na criação de filmes e vídeos com apoio de modelos generativos.
Daí para a frente, quase tudo o que a Google toca tem qualquer coisa de IA por baixo: Docs, Gmail, Maps, Android, etc., mesmo que o artigo não liste item a item.
Verão: criar, organizar e usar o telemóvel com IA
Em junho, a Google focou-se em facilitar a vida de quem quer construir com Gemini e também em melhorar a experiência de uso de tecnologia no dia a dia. As novidades andaram à volta de:
- Ferramentas para developers e utilizadores criarem aplicações e experiências com Gemini de forma mais simples.
- Search Live, um modo de pesquisa mais interativo e em tempo real, a ajudar a encontrar informação de forma mais natural.
- Melhor integração de IA no Android, para interação mais natural com o telemóvel.
Em julho, o tom foi ainda mais “vida real”:
- Animar imagens com uma capacidade foto‑para‑vídeo dentro do Gemini, transformando fotos em pequenas animações.
- Limpar o caos do email com a função “Manage subscriptions” no Gmail, que ajuda a gerir e cancelar subscrições de newsletters e emails promocionais.
São coisas que, vistas isoladamente, parecem pequenas, mas em conjunto mudam bastante a forma como se usa o ecossistema Google.
Agosto e setembro: Pixel, Nano Banana e Chrome com IA
Em agosto, a Google voltou-se para o hardware, com a nova linha Pixel, que traz cada vez mais capacidades de IA diretamente no dispositivo. Isso é importante para privacidade, latência e uso offline, aspectos que interessam a qualquer utilizador na Europa que se preocupe com dados pessoais.
Ao mesmo tempo, apresentou oficialmente o modelo de edição de imagem Nano Banana, que já andava a circular de forma viral nas redes. Este modelo serve sobretudo para edição criativa de imagens, com transformações inteligentes e, muitas vezes, divertidas.
Em setembro, o protagonista foi o Chrome:
- O browser recebeu um conjunto de novas funcionalidades de IA para fazer as coisas mais rápido, mais fácil e com mais segurança.
- Houve também novos drops de Pixel e Android, e o lançamento oficial do Search Live como uma experiência de pesquisa mais dinâmica.
Tudo isto está a ser integrado globalmente, mas recursos específicos podem chegar primeiro a inglês e a determinados mercados; a Europa e Portugal costumam receber grande parte destas novidades, ainda que por vezes com ligeiro atraso face aos EUA.
Outubro: agentes que mexem em interfaces
Em outubro, a Google anunciou um modelo especializado baseado nas capacidades do Gemini 2.5 Pro, pensado para alimentar agentes que conseguem interagir com interfaces de utilizador. Isto é relevante porque é o tipo de IA que pode, em teoria, clicar, preencher formulários e executar tarefas em apps e sites em teu nome.
Para além disso, houve mais atualizações em:
- Ferramentas de IA generativa, tanto para texto como para imagem e multimédia.
- Google Home, com experiências mais inteligentes e contextuais em casa.
- Novidades adicionais em cima do modelo Nano Banana.
É o mês em que se nota claramente o movimento da Google para IA mais “agente”, menos ferramenta estática.
Novembro: a chegada do Gemini 3
Novembro foi um dos grandes momentos do ano com o anúncio do Gemini 3. O artigo da Google diz claramente que este foi um dos maiores marcos noticiosos de 2025 em IA.
Apesar de a maioria dos anúncios de novembro girar à volta do Gemini 3, a Google também continuou a trabalhar noutras áreas:
- Google Maps, por exemplo, recebeu novas capacidades com IA para melhorar rotas, contexto e recomendações.
- A família de produtos à volta de Gemini continuou a expandir-se, com integrações em várias ferramentas.
Gemini 3 representa um salto de geração, com melhorias em entendimento, raciocínio e multimodalidade, ainda que o artigo não entre em ficheiros técnicos ou benchmarks concretos.
Dezembro: Gemini 3 Flash e o fecho do ano
Em dezembro, a Google não abrandou: meteu mais anúncios em cima de um ano já super cheio. Entre os destaques finais estão:
- Gemini 3 Flash: frontier intelligence built for speed
Um modelo concebido para ser rápido na inferência, mas ainda assim com capacidades de “fronteira” em termos de inteligência.
A grande graça do Flash é permitir respostas rápidas e inteligentes em produtos usados por milhões, onde a latência conta muito. - Gemini 3 Flash a ser lançado globalmente na Pesquisa Google
Ou seja, este modelo passa a estar por trás de experiências de pesquisa com IA, acessíveis em múltiplos países e línguas à medida que o rollout avança.
Para utilizadores em Portugal e na Europa, isto significa, na prática, respostas mais ricas na Pesquisa quando as funcionalidades estiverem disponíveis no idioma e região. - Year in Search 2025
O tradicional resumo anual do que o mundo procurou, agora também alimentado por ferramentas de IA para analisar tendências e padrões. - Android 16 com novas funcionalidades
O artigo menciona “Stay organized and express yourself with Android 16’s new updates”, deixando claro que parte destas melhorias passa por IA para organização e personalização. - Tradução com Gemini no Google Translate
A Google afirma que está a trazer capacidades de tradução de última geração, suportadas por Gemini, para o Google Translate.
Isto deverá melhorar qualidade, contexto e naturalidade das traduções entre muitas línguas, incluindo, normalmente, línguas europeias como o português, embora o texto não liste idiomas concretos.
A Google resume 2025 como “um ano de referência” para IA na empresa, com lançamentos e updates a atravessar um enorme conjunto de produtos, e remata com a promessa de que 2026 ainda vai trazer mais.