Contos de 85: Stranger Things volta a Hawkins, agora em animação

Pedro

Escrito por Pedro

8 de Fevereiro, 2026

Serie animada Stranger Things contos de 85 teaser

Depois do final de Stranger Things ficamos a viver à base de teorias, rewatches e “quando é que isto volta?”, a Netflix decidiu abrir outra porta para Hawkins – e desta vez em formato de animação . A nova série chama-se Stranger Things: Tales From ’85 (Contos de 85) e, pelo que já foi revelado, a ideia é simples: pegar na vibe clássica de Stranger Things e transformá-la numa aventura de inverno cheia de bicharada nova, mistério paranormal e aquele conforto estranho de estar a ver miúdos a jogar D&D enquanto o inferno se mexe por baixo da neve.
E sim: estreia a 23 de abril de 2026, na Netflix. Memorizem a data porque depois de ver o teaser a curta espera vai ser longa…. E podem ver o teaser no canal oficial da Netflix Portugal do YouTube.

Onde é que isto encaixa na timeline?

O ponto mais giro (e mais perigoso, porque mexer em continuidade dá sempre discussão) é que a série se passa no inverno de 1985, entre a 2.ª e a 3.ª temporada. Ou seja: depois do caos do final da T2 e antes de entrarmos no “verão e centro comercial” da T3. A sinopse que anda por aí aponta para um Hawkins coberto de neve, com a malta a tentar voltar à normalidade: Dungeons & Dragons, guerras de bolas de neve, dias supostamente tranquilos… até que, claro, “por baixo do gelo” acorda algo aterrador. A série brinca mesmo com essa pergunta: isto vem do Mundo Invertido, do Laboratório de Hawkins, ou de qualquer outro sítio ainda pior?

O teaser dá pistas (e dá aquela sensação de “isto não acabou”)

O teaser oficial não é só um “olá, existimos”. Tem logo a frase que define o mood: algo do Mundo Invertido deve ter sobrevivido. E depois vem o resto: neve, presságios, mutações, correria, gritos de “El!”, e aquela energia de “ok, afinal Hawkins nunca tem descanso”.

A sensação geral é que a série quer pegar no pós temporada 2 (quando a malta acha que ganhou uma folga) e mostrar que não existe “paz” em Hawkins — existe, no máximo, uma pausa para carregar baterias e comprar miniaturas novas para a campanha de D&D.

Quem volta?

Aqui há uma diferença grande: isto é animação, por isso estamos a falar de vozes. No IMDb aparecem nomes associados às vozes das personagens principais, incluindo versões animadas de figuras como Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas, Max e Steve, além de outras vozes listadas no elenco principal.

Isto é importante por dois motivos:

  1. Liberdade criativa: em animação podes ir mais longe com monstros, cenários e ação sem estares preso ao “isto dá para filmar?”.
  2. Tom: pode ser mais “cartoon oitentista” (no bom sentido), mas sem perder a parte sombria. Pelo menos é essa a promessa implícita no conceito e na forma como o teaser é montado.

O que é que podemos esperar desta série?

Com o que já foi divulgado, dá para apostar com alguma segurança em três coisas:

  • Mistério novo, não apenas “mais do mesmo”: a sinopse insiste que é uma “história ainda não contada” no universo. Portanto, não parece um remake animado das temporadas antigas.
  • Vida normal vs. horror (o prato do dia de Stranger Things): eles querem voltar a ser miúdos… mas o “sob o gelo” não deixa.
  • Monstros e ameaça em evolução: o teaser aponta para qualquer coisa que sobreviveu e está a mudar — o que é ótimo para uma série animada, porque dá para desenhar criaturas mesmo estranhas sem pedir desculpa.

É isto pode ser uma jogada inteligente da Netflix?

Mesmo para quem está um bocado saturado de “universos expandidos”, este spin-off tem um truque bom: não tenta substituir a série principal. Parece mais uma “aventura intermédia” que aproveita um espaço da timeline que nunca vimos — e faz isso com um estilo que permite mais imaginação visual e, potencialmente, episódios mais soltos, com aquele espírito de “histórias de inverno” em Hawkins.

No fundo, se Stranger Things sempre teve um pezinho em filmes oitentistas e outro em cultura pop (D&D incluído), uma animação ambientada em 1985 é quase… inevitável. E se conseguirem equilibrar nostalgia, tensão e coração (o trio sagrado da série), então isto pode ser aquele tipo de spin-off que ninguém pediu “a sério”, mas que toda a gente acaba a ver numa noite.

Autor

  • Amante de tecnologia no geral e de wearables. Viveu o melhor dos dois mundos, do analógico ao digital. A utilização da Apple mudou a sua perspectiva pela tecnologia contudo ainda vive em vários mundos, android, Apple, Windows e Linux.