MWC 2026: Guia sobre a feira que vai definir o futuro da IA e da robótica

Pedro

Escrito por Pedro

25 de Fevereiro, 2026

fira barcelona

O MWC 2026 (Mobile World Congress) está prestes a transformar Barcelona no centro do universo tecnológico e, desta vez, a conversa vai muito além de simples atualizações de hardware. Sob o mote “The IQ Era“, o evento promete ser o palco onde a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de chat para se tornar o sistema operativo da nossa vida quotidiana.

Se estás à espera de ver apenas novos telemóveis, prepara-te para algo muito mais ambicioso. Estamos a falar de uma mudança de paradigma: dos smartphones para os “AI Agents” e da conectividade pura para o nascimento do ecossistema 6G.

A Revolução da Agentic AI: quando o browser faz o trabalho por ti

A grande estrela de 2026 é a Agentic AI (IA Agente). Se nos últimos dois anos ficámos impressionados com a capacidade da IA em escrever textos ou gerar imagens, este ano o foco está na ação. Marcas como a Google, a Microsoft e a NTT Data vão mostrar assistentes que não se limitam a sugerir respostas; eles executam fluxos de trabalho completos.

Imagina um browser que, ao perceber que tens uma reunião em Madrid, reserva automaticamente o voo mais barato, faz o check-in e ainda te sugere um restaurante perto do hotel baseado nas tuas preferências anteriores. É esta autonomia que define a “Era do QI” e que estará presente em força nos novos dispositivos que vamos ver na Fira Gran Via.

O hardware contra-ataca: baterias de silício e dobráveis extremos

Embora o software domine as atenções, o hardware não ficou parado. Uma das maiores tendências para 2026 é o uso massivo de baterias de silício-carbono. Esta tecnologia permite que dispositivos extremamente finos carreguem capacidades que antes eram impensáveis. O Honor Magic V6, por exemplo, é um dos lançamentos mais aguardados e promete uma bateria de 7.150 mAh num corpo que desafia as leis da física pela sua espessura reduzida.

Além disso, a Xiaomi e a Samsung deverão mostrar que o futuro dos ecrãs é cada vez mais flexível. Enquanto a Samsung Display costuma usar Barcelona para apresentar conceitos de ecrãs que dobram em três (Trifold), a Xiaomi deverá focar-se no seu modelo Ultra com parcerias fotográficas de luxo (Leica), provando que o smartphone é, agora mais do que nunca, a nossa câmara profissional de eleição.

Robótica e o “Robot Phone”

A Honor já levantou o véu sobre o que chama de “Robot Phone“. Não se trata apenas de um telemóvel com IA, mas de um dispositivo pensado para interagir com robôs humanoides e outros sistemas físicos. A ideia é que o teu smartphone seja o “cérebro” que comanda um ecossistema de robôs domésticos ou assistentes pessoais físicos. Veremos demonstrações de braços robóticos e humanoides que comunicam diretamente com os novos chipsets (como o Snapdragon 8 Elite Gen 5), tornando a automação algo palpável e não apenas digital.

6G e as Redes que “sentem”

Por fim, não podemos falar de MWC sem falar de redes. O 5G já é o padrão, mas em 2026 o 6G começa a sair dos laboratórios. As demonstrações deste ano vão focar-se na “deteção integrada”. Isto significa que as futuras redes móveis não servirão apenas para transmitir dados a velocidades absurdas, mas poderão funcionar como radares, conseguindo detetar movimentos e objetos num ambiente sem necessidade de câmaras, aumentando a precisão das cidades inteligentes e da condução autónoma.

Autor

  • Amante de tecnologia no geral e de wearables. Viveu o melhor dos dois mundos, do analógico ao digital. A utilização da Apple mudou a sua perspectiva pela tecnologia contudo ainda vive em vários mundos, android, Apple, Windows e Linux.