O telemóvel que dança e o futuro da robótica: a revolução da HONOR no MWC 2026

Pedro

Escrito por Pedro

3 de Março, 2026

James LI CEO Honor Robot Phone

Se achavas que o mundo dos smartphones já tinha chegado a um ponto de saturação onde nada nos consegue surpreender, a HONOR decidiu entrar no palco do Mobile World Congress (MWC) 2026 em Barcelona e dizer: “Segurem-me a cerveja”. A marca não se limitou a apresentar mais um ecrã brilhante ou uma câmara com mais megapixels; eles decidiram que o futuro passa por dar “corpo” à Inteligência Artificial. E quando digo corpo, é literal.

O Robot Phone: o teu próximo melhor amigo (ou parceiro de dança)

A grande estrela da companhia foi o chamado Robot Phone. Esquece a ideia de um bloco de vidro estático que só reage se lhe tocares ou falares. A HONOR apresentou aquilo que chama de uma “nova espécie”. Este smartphone vem equipado com um sistema de gimbal de 4 eixos (4DoF) ultra-compacto, o que lhe permite movimentar-se de forma independente.

Basicamente, o telemóvel agora tem “pescoço” e consciência espacial. Durante a demonstração, vimos o dispositivo a seguir o utilizador durante uma videochamada, ajustando o ângulo sozinho para garantir que a pessoa está sempre enquadrada. Mas a parte mais castiça? Ele reage emocionalmente. Se lhe fizeres uma pergunta, ele pode acenar que sim ou que não com a “cabeça” e, pasma-te, até consegue dançar ao ritmo da música. Pode parecer um pouco futurista demais (ou saído de um episódio de Black Mirror), mas a ideia é humanizar a tecnologia e torná-la menos passiva.

Do smartphone para o robô humanoide

Mas a HONOR não ficou pelo telemóvel-robô. Num movimento audaz, a marca revelou o seu primeiro robô humanoide. A ideia aqui não é substituir os humanos nas fábricas, mas sim focar-se em três pilares: assistência em compras, inspeções em locais de trabalho e, acima de tudo, companhia.

A grande vantagem competitiva da HONOR neste campo é o ecossistema que já possui. Como eles já conhecem os nossos hábitos através dos smartphones e wearables, o robô já “nasce” a saber quem és e do que precisas. Imagina chegares a casa e teres um assistente físico que já sabe que estás cansado e que a tua playlist de relaxamento deve começar a tocar. É este o nível de integração que o “Alpha Plan” da marca pretende atingir.

O Magic V6 e a dobragem perfeita

Para quem prefere algo mais “convencional” (se é que se pode chamar convencional a um dobrável de última geração), a HONOR apresentou o Magic V6. Este é, segundo a marca, o auge da engenharia de dobráveis. O grande destaque vai para a bateria de silício-carbono de nova geração, que permite manter o dispositivo extremamente fino sem sacrificar a autonomia – algo que tem sido o calcanhar de Aquiles de muitos concorrentes.

O design foi refinado, as dobradiças são mais resistentes e o software parece estar finalmente a tirar partido total da área de ecrã generosa. É um dispositivo pensado para a produtividade, mas que não descura o estilo, mantendo a parceria de design que temos visto noutros modelos premium da marca.

Um ecossistema em expansão: MagicPad 4 e MagicBook Pro 14

Para fechar o ramalhete, tivemos ainda o lançamento do tablet MagicPad 4 e do portátil MagicBook Pro 14. Ambos vêm imbuídos de funcionalidades de IA que a HONOR chama de “Augmented Human Intelligence” (AHI). A ideia é que estes dispositivos não sejam apenas ferramentas de trabalho, mas sim agentes ativos que ajudam a organizar tarefas, editar conteúdo e otimizar a performance com base no comportamento do utilizador.

O preço do MagicPad 4 deverá começar nos 699€, o que o coloca numa posição interessante para quem procura uma alternativa poderosa aos suspeitos do costume no mercado dos tablets premium.

O futuro é “Embodied AI”

A conferência da HONOR no MWC 2026 deixou uma mensagem clara: a IA não pode ficar presa dentro do ecrã. Através do “Alpha Plan”, a marca quer que a tecnologia tenha presença física, seja através de smartphones que se mexem ou robôs que nos ajudam no dia a dia. Se isto vai pegar ou se é apenas um exercício de engenharia impressionante, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: a HONOR deixou de ser apenas “mais uma marca chinesa” para se tornar numa das empresas mais inovadoras e disruptivas do panorama atual.

Autor

  • Amante de tecnologia no geral e de wearables. Viveu o melhor dos dois mundos, do analógico ao digital. A utilização da Apple mudou a sua perspectiva pela tecnologia contudo ainda vive em vários mundos, android, Apple, Windows e Linux.