Hisense 2025: a revolução verde na eletrónica que tens de conhecer!

Escrito por Pedro
17 de Maio, 2026

A sustentabilidade já deixou de ser apenas uma palavra da moda para se tornar uma regra de ouro para as grandes empresas. A Hisense, uma das líderes mundiais no mercado de eletrónica de consumo e eletrodomésticos, acaba de mostrar que está a levar este assunto muito a sério com a apresentação do seu Relatório de Sustentabilidade 2025. Se achas que isto é apenas mais um daqueles documentos aborrecidos e cheios de jargão corporativo, desengana-te. Este documento mostra na prática como a marca está a mudar as regras do jogo na forma como produz os nossos gadgets e eletrodomésticos favoritos.
A verdade é que a marca tem vindo a dar cartas não só na qualidade dos seus ecrãs ou na eficiência dos seus frigoríficos, mas também na forma como os fabrica. O relatório destaca um progresso brutal em três áreas fundamentais: ambiental, social e de governação (o famoso ESG).
Energia verde e menos CO2, o planeta agradece
Vamos aos números que realmente interessam. Em 2025, a Hisense decidiu pisar no acelerador no que toca às energias renováveis. A fábrica de Velenje, por exemplo, recebeu um “upgrade” valente nos seus painéis solares. A capacidade instalada aumentou em 4,4 MW, chegando a um total respeitável de 5,3 MW. Na prática, isto significa que a fábrica consegue ser muito mais autossuficiente e depender bem menos da rede elétrica tradicional.
Mas não se ficaram por aqui. A marca implementou cinco projetos focados na eficiência energética que, só por si, evitam a emissão de 1760 toneladas de CO₂ por ano. Como é que conseguiram isto? Com tecnologia de ponta, claro! Instalaram sistemas digitais avançados que monitorizam o consumo de energia em tempo real nas linhas de produção. Assim, sempre que há um desperdício de energia algures, a equipa sabe exatamente onde e como intervir.
Economia circular e fornecedores de proximidade
Sabes aquela velha máxima de “comprar o que é nosso”? A Hisense também a está a aplicar para reduzir custos ambientais. Para evitar que os componentes passem semanas em navios de carga a poluir os oceanos, a marca reviu a sua estratégia de abastecimento. Atualmente, 33% dos materiais vêm de fornecedores locais e 36% do resto da União Europeia. Apenas 26% chegam de fora da Europa. Isto não só corta drasticamente a pegada de carbono dos transportes, como torna a produção muito mais resiliente.
No campo da economia circular, o cenário também é animador. A marca está a apostar forte na reciclagem e reutilização de componentes. Um exemplo incrível disto foi a recuperação de 1954 circuitos eletrónicos de máquinas de lavar loiça. E adivinha? Foram reutilizados sem que houvesse um único problema de qualidade reportado. É a prova provada de que o lixo de uns pode ser (literalmente) o motor de outros.
As pessoas primeiro: inclusão, bem-estar e acessibilidade
Uma empresa não é feita apenas de máquinas e painéis solares, e a Hisense tem isso bem presente. A nível laboral, 2025 foi o ano de cimentar o bem-estar das equipas. A marca mantém o certificado ISO 45001 (que garante a excelência na segurança e saúde no trabalho) e investiu na ergonomia dos postos de produção. Afinal, ninguém merece chegar ao fim do dia com as costas feitas num oito.
Um ponto muito interessante é a abordagem ao equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. A empresa estabeleceu regras claras para os horários e promove ativamente o “direito à desconexão”. Ou seja, quando o turno acaba, o trabalho fica na fábrica. A inclusão é outro pilar fundamental. O projeto da Gorenje I.P.C. (uma empresa do grupo) é de aplaudir, empregando 357 pessoas com deficiência. Esta atenção estende-se aos consumidores: as placas de cozinha da marca Atag, por exemplo, foram desenvolvidas tendo em conta o feedback de pessoas cegas ou com deficiência visual.
Reconhecimento e os olhos postos no futuro
É óbvio que todo este esforço não passou despercebido. A Gorenje conseguiu a cobiçada distinção Platinum da EcoVadis, o que a coloca no restrito clube das empresas mais responsáveis do mundo. Ganharam também, pelo quarto ano consecutivo, o certificado Green Star. Houve ainda espaço para destacar o papel de Urška Butolen, que levou o prémio de “Líder Sustentável” no final de 2025.
Para garantir transparência, a Hisense apostou numa nova app digital para gerir e reportar os dados ESG, sujeitando o documento a auditorias externas. A mensagem final é clara: é possível ser um gigante tecnológico, faturar milhões e, ao mesmo tempo, tratar bem as pessoas e o planeta.
O relatório de sustentabilidade pode ser consultado aqui.