YouTube: a nova “explicação” favorita dos pais e alunos

Pedro

Escrito por Pedro

17 de Maio, 2026

Professional photography setup featuring a camera on a tripod, headphones, and a computer monitor displaying video content.

Parece que o tempo em que o YouTube servia apenas para ver vídeos de gatinhos ou falhanços engraçados já lá vai. Hoje em dia, se tens um filho adolescente em casa, é muito provável que ele passe tanto tempo a estudar com um criador de conteúdos como a olhar para um manual escolar. E a verdade é que os pais portugueses não só já repararam nisso, como estão a dar o devido valor a esta “escola virtual”.

Um estudo recente da Public First trouxe dados bem curiosos sobre a forma como as famílias em Portugal lidam com a plataforma. E desengane-se quem pensa que é só distração; para a maioria, o YouTube tornou-se uma ferramenta de sobrevivência académica, especialmente quando as contas de Matemática começam a ficar demasiado complicadas para os pais ajudarem.

A sala de aula que cabe no bolso

Não é segredo para ninguém que o ensino tradicional, por vezes, pode ser um pouco denso. É aqui que entra o papel dos criadores de conteúdos educativos. De acordo com os dados, 63% dos pais em Portugal veem o YouTube como um recurso de aprendizagem super acessível e, talvez o ponto mais importante para a carteira, uma forma económica de complementar o que é dado na escola.

Basicamente, temos uma “sala de aula secundária” disponível 24 horas por dia. Filipa Brigola, da Google Portugal, reforça esta ideia ao dizer que os criadores não estão apenas a debitar matéria; eles estão a criar uma comunidade onde os miúdos se sentem à vontade para navegar na educação formal e, quem sabe, descobrir uma paixão para a vida.

O que é que os nossos jovens andam a pesquisar?

Se estás curioso sobre o que ocupa a mente dos estudantes portugueses no YouTube, os números não mentem. A Matemática lidera o pódio (39%), seguida de perto pela História (31%) e pelas Ciências (25%). É interessante perceber que 83% dos pais admitem que os filhos conseguem encontrar estes conteúdos úteis sozinhos, o que mostra uma autonomia digital crescente.

Além disso, há um fenómeno engraçado: a troca de conhecimentos em família. Cerca de 72% dos pais confessaram que já aprenderam coisas com os filhos que estes tinham descoberto no YouTube. Ou seja, o algoritmo não serve só para recomendar músicas; está a ajudar a descobrir criadores que realmente acrescentam valor ao dia a dia.

Criadores que fazem a diferença

Um dos nomes destacados é o de Marco Neves. Se gostas de temas ligados à nossa língua, provavelmente já te cruzaste com ele. Com mais de 21 mil subscritores, ele é a prova viva de que o conteúdo educativo tem público e gera diálogo. Para o Marco, o YouTube funciona como um rastilho: o vídeo desperta a curiosidade, que depois leva à leitura de livros e a conversas presenciais. É o tal “círculo virtuoso” da aprendizagem.

Para garantir que este ambiente continua seguro e produtivo, o YouTube lançou também um Guia para Criadores Adolescentes, em parceria com entidades como a UNICEF. O objetivo é claro: continuar a educar, mas com responsabilidade e foco no bem-estar dos mais novos. No fundo, a escola mudou, e parece que para melhor.

Autor

  • Amante de tecnologia no geral e de wearables. Viveu o melhor dos dois mundos, do analógico ao digital. A utilização da Apple mudou a sua perspectiva pela tecnologia contudo ainda vive em vários mundos, android, Apple, Windows e Linux.